Conselheiro da ANAMAGES de Sergipe lança livro nesta quinta-feira
Dividida em 12 capítulos, a obra investiga as raízes históricas e contemporâneas das crises constitucionais — de crises de legitimidade a crises de governabilidade.
Nesta quinta-feira, dia 6, o Conselheiro da ANAMAGES de Sergipe, juiz José Anselmo de Oliveira, realiza o lançamento da obra A Crise Constitucional no Mundo - Desafios, Implicações e Caminhos para a Redefinição do Estado de Direito. O evento acontece no lobby bar do Hotel Quality Aracaju, das 17h às 19h.
Dividida em 12 capítulos, a obra investiga as raízes históricas e contemporâneas das crises constitucionais — de crises de legitimidade a crises de governabilidade — e mostra como corrupção, desigualdade e erosão da confiança pública se retroalimentam para colocar em xeque o Estado de Direito.
O livro percorre marcos históricos como a Revolução Francesa e a independência dos Estados Unidos, casos de superação como a redemocratização da África do Sul, do Chile e da Polônia, e desafios atuais como o duplo papel da tecnologia e das redes sociais: ao mesmo tempo instrumento de transparência cívica e ferramenta de desinformação e vigilância.
Segundo o autor, a saúde de uma constituição depende diretamente da vontade coletiva de defendê-la. "Uma constituição não é apenas um conjunto de leis, mas a promessa de um espaço que pode ser reconfortante e inspirador — se, e somente se, fizermos nossa parte", escreve José Anselmo de Oliveira na introdução do livro.
Mais do que um diagnóstico, a obra propõe caminhos práticos de revitalização institucional: educação cívica, transparência governamental e participação popular ativa. O capítulo final reúne recomendações concretas para cidadãos, formuladores de políticas públicas e instituições, reforçando que a preservação da democracia é responsabilidade de todos — e não apenas de líderes políticos.
"O que realmente importa nesse complexo enredo que é a preservação do Estado de Direito e das democracias é o nosso papel como agentes ativos nesse processo", afirma o autor, que dedica boa parte da conclusão a convocar o leitor à ação cívica cotidiana.



