Nota em defesa do Juiz de Direito Substituto HAUNY RODRIGUES DINIZ

A ANAMAGES defende de forma veemente os direitos de seus associados.

Danusa Santana4 min de leitura
Nota em defesa do Juiz de Direito Substituto HAUNY RODRIGUES DINIZ

A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES), que congrega os magistrados estaduais de todas as regiões do Brasil, vem a público manifestar repúdio as palavras do Promotor de Justiça Benjamin Lax que desonra o Juiz de Direito Substituto HAUNY RODRIGUES DINIZ em virtude de haver conduzido com firmeza a audiência no dia 16/01/2025 na Vara do Tribunal do Júri de Macapá.

Ao tempo em que a ANAMAGES se solidariza e se coloca à disposição do Juiz de Direito e repudia com veemência, inclusive, a manifestação da Associação do Ministério Público do Amapá, não só porque fere o Poder do Magistrado na Direção do ato processual na medida que é o Juiz de Direito quem preside o ato da audiência, mas principalmente, porque lhe foi conveniente esquecer que o Promotor de Justiça Benjamin Lax não estava fisicamente presente na sala de audiências, o que teria evitado esse mal-entendido na comunicação, em desacordo com a recomendação nº 1/2024 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

É importante destacar que os atos processuais são conduzidos sob a presidência do Juiz, que, como autoridade máxima na audiência, tem a prerrogativa de orientar os trabalhos e assegurar que sejam realizados de forma ordenada e respeitosa, em conformidade com a legislação vigente. Portanto, é o Magistrado quem direciona todos os atos processuais da audiência e é o responsável por controlar a atuação das testemunhas, réus, partes e do Promotor de Justiça a fim de que a prova seja produzida de acordo com os limites legais.

O Ministério Público, embora desempenhe uma função de grande relevância, deve atuar, nos termos do princípio da isonomia, como qualquer outra parte no processo, sem privilégios ou prerrogativas que o coloquem em posição de superioridade perante os demais sujeitos processuais. A igualdade de tratamento é indispensável para garantir a imparcialidade e a justiça no decorrer do processo. Isso significa, que o Promotor de Justiça deve atuar consoante os princípios que regem o Ministério Público, com probidade, imparcialidade e discrição, abstendo-se de manifestações que possam ser interpretadas como ofensivas ou incompatíveis com o decoro exigido pelo cargo.

A agressão ao Juiz de Direito em razão da sua condução da audiência no curso da instrução processual, é absolutamente inaceitável, especialmente quando praticadas por integrantes do próprio corpo do Estado. Tal comportamento não apenas viola o decoro e o respeito que devem reger as relações institucionais, mas também compromete a integridade do sistema de Justiça e a autoridade necessária ao exercício da magistratura.

A ANAMAGES não tolerará essa falta de respeito com o Magistrado, seja porque defende que a atitude do Promotor de Justiça Benjamin Lax acarretou, de fato, tumulto na audiência, que já apresentava desafios para o Juiz de Direito que a presidiu, por envolver a oitiva de 13 testemunhas e vítimas, seja porque é dever do membro do Parquet cooperar com a ordem para o ato.

O Juiz de Direito tem a função de colher a prova, preservando a ordem e a imparcialidade na condução dos trabalhos. Ao Promotor de Justiça, enquanto parte, compete a formulação de perguntas e a apresentação de elementos que julgar necessários, sempre respeitando a autoridade do Magistrado, a quem cabe o dever de organizar a sessão e assegurar que os atos processuais transcorram de maneira célere, ordeira e em conformidade com a lei.

A sessão de julgamento é um ato sério que deve ser respeitado pelas partes, testemunhas, réus, advogados e, também, pelo Promotor de Justiça. E é atribuição do Magistrado conduzir o ato da forma que melhor lhe convém, cabendo tão-somente ao membro do Parquet caso não concorde, fazer constar na ata e buscar por meio dos recursos judiciais cabíveis a reforma do ato, e não através da imprensa jornalística visando acovardar um Juiz que não se dobrou e que jamais se dobrará, nem prevaricará, na direção do ato processual, tratando Promotor de Justiça e advogados no mesmo pé de igualdade.

A exposição do Magistrado é imperdoável e não está elencada como procedimento ético e digno de uma associação, mas sim no desejo insensato e insano de não concordar com a organização da sessão e, por isso, querer infamar o nome do Magistrado. Isto é inconcebível e, pela gravidade da afirmação, não pode ficar sem o necessário, formal e veemente repúdio e escarmento.

O Magistrado foi generoso e técnico ao dizer que não cabe ao Promotor de Justiça interromper a condução dos trabalhos. Mas a ANAMAGES não está obrigada a ter essas mesmas qualidades, quando se trata de revidar uma grave ofensa ao seu associado.

Tal proceder do Promotor de Justiça e da associação não é compatível com o Ministério Público Estadual. Ao tempo em que a ANAMAGES manifesta a sua repulsa, justa e verdadeira, deixa evidente que promoverá a responsabilidade cabível contra quem de direito, como tem feito ao longo de sua trajetória na defesa intransigente dos magistrados.


JUIZ CARLOS HAMILTON BEZERRA LIMA

Presidente da ANAMAGES


Continue lendo

Leia também

Mais lidas

  1. 1

    Presidente da ANAMAGES encerra primeiro dia do Encontro de Diretores e Conselheiros da entidade

    O Presidente fez um balanço positivo do evento.
  2. 2

    À luz da psicologia, Conselheiro da ANAMAGES de MS faz um panorama sobre o passado, presente e futuro

    O magistrado fez um apelo para a importância de uma vida cheia de amor, de plenitude, para a manutenção da qualidade de vida.
  3. 3

    Encontro da ANAMAGES: juiz Rodrigo Otávio Terças Santos fala sobre a inteligência artificial na magistratura

    O palestrante apresentou um assistente virtual que possui dezenas de funções integradas que podem auxiliar o dia a dia dos magistrados.
  4. 4

    Advogado da ANAMAGES faz balanço das ações jurídicas da entidade

    O advogado observou desafios frente aos tribunais superiores para fazer valer as prerrogativas e os direitos dos magistrados.
  5. 5

    Vice-Presidente da ANAMAGES aborda aumento do quadro associativo em palestra no Encontro da ANAMAGES

    O desembargador Baltazar comentou sobre os episódios em que apresentou o êxito da entidade para os magistrados baianos.
No portal

Últimas

Ver todas